Desinsetização

Desinsetizaçao

Consiste no extermínio de insetos rasteiros (baratas, pulgas, formigas, traças, aranhas, escorpiões, etc.) A aplicação é feita através de inseticida líquido por meio de pulverizadores manuais, elétricos e/ou motorizados. Nas infestações de baratas e formigas a aplicação poderá ser feita também através de inseticida gel, sem necessidade da remoção de pessoas, animais e materiais, tais como: gêneros alimentícios, maquinários, utensílios, etc. Sua aplicação é feita por meio de pistola dosadora. A garantia é de 06 meses com assistência técnica gratuita nos locais onde o problema for detectado.

  • Insetos Rasteiros
  • Baratas

Espécies

BARATINHA ( Blatella germânica ) – É a menor das baratas domésticas medindo de 13 a 14 mm. Apresenta corpo amarelo pardo, patas um pouco mais claras e por cima do tórax duas manchas negras. O macho e a fêmea possuem asas das quais raramente se utilizam, servindo sobretudo de pára-quedas quando saltam. As fêmeas voam ainda menos que os machos. A expulsão da ooteca é lenta ficando na cavidade genital, quase um mês ( 25 a 40 dias ). Cada ooteca contém de 20 a 40 ovos. A eclosão no entanto é rápida e as baratinhas começam a sair da ooteca logo meia hora depois que ela foi deixada no solo. A duração do desenvolvimento das larvas varia, sendo que nos países quentes ocorre entre dois a dois meses e meio e nos países frios de 4 a 8 meses. Em região a 10ºC de temperatura demora de 12 a 14 meses. Durante a vida uma fêmea põe apenas quatro ootecas. Estas baratinhas se nutrem, por vezes, com percevejos de leito que encontram e, em tais casos, podem ser consideradas úteis.

BARATA VERMELHA ( Periplaneta americana ) – Grande barata, com tamanho médio 33 a 34mm, para os machos e 28 a 34mm para fêmeas. Apresenta cor avermelhada tendendo para o marrom, o tórax mais largo traz de cada lado duas largas manchas escuras, antenas longas e finas, voadora e em repouso as asas passam o abdome. Esta espécie tida como originária da América do Sul, por isso chamada de barata americana, acha-se espalhada pelo mundo inteiro. A sua ooteca contém 16 ovos. A fêmea transporta os ovos alguns dias, ficando os quais, mais seguros do que as outras espécies, ela cava, com o auxílio das mandíbulas uma pequena covinha no canto ou no solo e aí deposita os ovos cobrindo com fragmentos de papel, poeira, terra e o que pode dispor e que se grudam a ela devido a certas secreções e aos seus excrementos. Seus ovos levam 75 dias para se desenvolverem. A Periplaneta america-na põe em média 51 ooteca durante os seus 13 e 25 meses de vida.

BARATA ( Periplaneta australasiae ) – Sem outro nome que a designa. Possuí tamanho um pouco menor que a anterior, porém mais encorpada e de antenas um pouco maiores.

BARATA NUA ( Blatta orientalis ) – Pequena barata de 18 a 25mm, de cor negra ou parda escura, as asas do macho mal cobrem a metade do abdome e das fêmeas são curtíssimas e atrofiadas sendo que o macho raramente utiliza as asas. A ooteca é córnea, resistente e mede até 12mm, contendo 15 ovos. Estas baratas põe 45 ootecas, durante 3 meses de existência. Por motivo que ainda não se conhece, onde se encontra esta espécie encontra-se raramente, a baratinha ( blatella germânica ).

BARATA CASCUDA ( Leucophaea maderae ) – Mede, em média 45mm, e apresenta grandes asas grossas que ultrapassam o abdome. Alimenta-se de cereais e frutas. Esta barata segundo os observadores, protege sob suas asas as larvas recém-nascidas, fato único talvez encontrado entre as baratas indígenas.

BARATA DO MATO – Tal designação não aponta determinada barata mas todas as que não são domésticas, que vivem especialmente entre folhas secas, sob pedras, debaixo de troncos e algumas mesmo sobre as plantas. Há ainda, as de hábitos aquáticos ou semi-aquáticos, as que vivem em paus podres, as que vivem nos ninhos das formigas e até no ninho de certas vespas do gênero polybia. Em algumas regiões de nosso país algumas baratas do mato penetram nas habitações humanas.

Pulgas

Pulga do Homem ( Pulex irritans ) – Também conhecida como pulga comum. Mede entre 2mm ( macho ) e 3 á 4 mm ( fêmea ). É de cor acastanhada escura brilhante. Embora prefira o homem é encontrada em outros animais domésticos ( cães, gatos e ratos domésticos ). Espécie cosmopolita muito comum nos domicílios do Brasil. A pulga do homem é agente de propagação da peste bubônica, mas como não é frequentemente encontrada no rato, não é provável que seja de grande importância na epidemiologia da peste, entretanto pode também transmitir a peste de homem para homem.

Pulga do Rato da Índia ( Xenopsylla cheopis ) – É notório que os ratos vivem na Índia, Europa ou na América e que são perseguidos por várias espécies de pulgas, quase sempre predominando uma espécie. A pulga do rato mede entre 2 a 3 mm conforme o sexo. É de coloração um pouco mais clara que a pulga do homem.

Pulga do Rato do Brasil ( Xenopsylla brasiliense ) – É de cor mais escura que as descritas anteriormente. O tamanho varia de 2 a 3 mm. A fêmea é em tudo semelhante á Xenopsylla cheopis. Apresenta larga distribuição geográfica. É acusada também de ser disseminadora da peste.

Pulga do Rato da Europa ( Nosopsyllus faciatus ) – Esta pulga tem sido encontrada no Brasil em vários mamíferos, inclusive ratos.

Pulga do Camundongo ( Ctenopsyllus musculi ) – Essa pulga raramente procura o homem cujo sangue não lhe agrada naturalmente e, por isso o camundongo revela-se o menos perigoso dos depositários da Pasterella pestis, embora seja entre os murídeos o que mais intimamente convive com o homem.

Pulga do Cão ( Ctenocephalides canis ) – Mede 2 mm o macho e 3 mm a fêmea. O macho tem a extremidade posterior algo levantada e a fêmea tem o corpo mais arredondado. Olhos desenvolvidos.

Pulga do Gato ( Ctenocephalides felis ) – Durante muito tempo esta espécie e a que parasita o cão andaram confudidas. Posto que chama pulga do gato, encontra-se parasitando com igual intensidade o cão.

Pulga do Morcego ( Isnopsilídeos ) – Todas as pulgas que acham reunidas na família dos Isnopsilídeos parasitam os morcegos.

Pulga da Areia ( Tunga penetrans ) – Esta pulga, também denominada pulga penetrante, pulga do porco, mais se conhece por uma fase de sua evolução, que é chamada bicho de pé. O nome nígua e tunga, que dicionários registram, como sinônimo de pulga de areia, não se ouve na boca do povo. A pulga de areia, bicho de pé pertence a família dos Hectopsilídios, pulgas estas que diferem das já citadas por terem os três segmentos toráxicos muito curto, as mandíbulas longas, largas e de bordas serrilhadas. A evolução desta pulga difere das demais porque logo que a fêmea se acha fecundada fixa-se no seu hospedeiro, homem e porco doméstico. Fixa-se entretanto todo o corpo na espessura da pele, deixando apenas á flor da pele a parte terminal do segmento anal, onde se encontra o último estigma pelo qual respira. Aí se processa o envolver dos ovos que vão caindo para o exterior. Postos os últimos ovos, a fêmea morre e os detritos de seu cadáver são eliminados através da descamação epidérmica. Geralmente estas pulgas vivem na terra, próximo aos chiqueiros de porcos, sendo em certos lugares abundantes. Quando alguém apanha bicho de pé, logo denunciado por uma comichão desesperadora, trata de tirá-lo. Isso se faz com um alfinete flambado e com o cuidado de não romper o ventre da pulga, “saco de ovos“ diz o povo. Nem sempre isto se faz a preceito e daí o “bicho de pé arruinado“. Não existe apenas uma espécie de pulga da família dos Hectopsilídios, mas várias e entre elas a Tunga coecata que parasita os ratos e camundongos, localizando-se na barriga do animal, provocando tumores, a Hectopsylla psittaci que parasita as aves, a Echidnophaga gallinacea, que parasita a galinha. Nas espécies do gênero Hectopsylla e Echidnophaga, as pulgas não se enterram no corpo, mas agarram-se a pele do hospedeiro por meio das mandíbulas, deixando descoberto seu corpo. Há entretanto, espécies que enterram, á maneira do bicho de pé, na pele da cabeça em torno dos olhos da galinha.

Formigas

FORMIGA FANTASMA URBANA ( Tapinoma melanocephalum ) – Espécie que se caracteriza por apresentar operárias pequenas, um nó na cintura, gáster ( abdômen ), cintura clara, messossoma e cabeça escura. Andam em ziguezague, fazendo trilhas irregulares, não fazem vôo nupcial e preferem alimentos adocicados. Seus ninhos são pouco estruturado e sua ocupação ocorre em áreas externas e internas das residências, atrás de azulejos, batentes, rodapés e costumam mudar de local com frequência.

FORMIGA LOUCA URBANA ( Paratrechina longicornis ) – Espécie de cor variada, do marrom escuro ao preto, antenas longas e um nó na cintura. As operárias andam irregularmente, quase em semicírculos, daí a origem do seu nome ( louca ). O acasalamento ocorre na entrada do ninho. Seus ninhos são feitos fora e dentro dos prédios, atrás de pedras usadas em revestimentos de parede e nas calçadas, atrás de janelas e sobre forros de estuque.

FORMIGA FARAÓ URBANA ( Monomorium pharaonis ) – Espécie que apresenta cor amarela e marrom claro, com gáster liso e brilhante, levemente escurecido na parte posterior e dois nós na cintura. Não apresenta vôo nupcial e representa altos riscos a saúde quando ocorre em hospital, pois é vetor de bactérias patogênicas. Constroem seus ninhos em pequenas cavidades no ambiente doméstico e preferem alimentos ricos em gorduras e adocicadas.

FORMIGA ARGENTINA URBANA ( Linepithema humile ) – As operárias desta espécie são do mesmo tamanho e sua cor varia do marrom claro ao marrom escuro e apresenta um nó na cintura. Quando ocorrem em edifícios sua população pode aumentar muito e é comum ver rainhas na trilha do formigueiro. Não apresenta vôo nupcial. Fazem ninhos perto das fontes de água e de alimento, como pias, vasos de plantas e encanamentos e geralmente costuma expulsar outras espécies do seu território.

FORMIGA FOGO URBANA ( Wasmannia auropunctata ) – As operárias desta espécie são muito pequenas, e do mesmo tamanho e apresenta cor marrom claro dourada com gáster mais escuro que o resto do corpo. São atraídas por carnes e óleo. Sua picada é dolorosa e a dor pode durar várias horas e o veneno pode causar alergias. Constroem os ninhos no solo ou nas árvores ( parte inferior ou sob a casca ) e podem infestar roupas, camas, berços e alimentos.

FORMIGA LAVA PÉ URBANA E RURAL ( Solenopsis spp ) – Sua cor varia do amarelo claro ao marrom até preto brilhante. Sua identificação é difícil, pois existem várias espécies. Se alimentam de plantas, animais e alimentos domésticos. Sua picada é dolorosa e pode provocar bolhas, alergias e até choque anafilático. Seus ninhos são feitos fora de casa e formam um murundum de terra solta, também podem infestar fiações, aparelhos elétricos e cabines de eletricidade.

FORMIGA CARPINTEIRA URBANA E RURAL ( Camponotus spp ) – Apresentam operárias de vários tamanhos e sua cor varia do amarelo ao preto e quando se movimentam dentro da madeira produzem sons. Para se alimentar esta espécie prefere substâncias adocicadas, mas pode vir a se alimentar até de pedaços de carne e ovos. Saem em vôo nupcial. Seus ninhos são feitos em cavidades do solo, em árvores vivas ou mortas, batentes de janelas, portas, assoalhos e podem infestar aparelhos eletrônicos.

FORMIGA CABEÇUDA URBANA ( Pheidole megacephala ) – Os soldados são maiores que as operárias, sua cor varia do avermelhado ao marrom e apresenta cabeça grande quando comparada ao corpo. Forrageiam perto dos ninhos e alimentam-se de produtos ricos em proteínas e sucos de frutas. Em geral fazem seus ninhos no solo, do lado de fora da construção, nas frestas da calçada e nos rodapés de alvenaria e madeira.

FORMIGA ACROBÁTICA URBANA E RURAL ( Crematogaster ) – As operárias desta espécie são do mesmo tamanho e sua cor varia do amarelo ao marrom claro ou escuro. Seu gáster apresenta forma de coração. Se alimentam de doces, manteiga e carne. Sua defesa quando pertubadas, consiste no levantamento de seu gáster em posição vertical, eliminando uma substância química. Seus ninhos são feitos em edifícios, em estruturas de madeira, em madeira morta, ocos de árvores, folhas no solo e etc.

FORMIGA CABEÇA CORTADEIRA RURAL ( Atta laevigata ) – Esta espécie possui cabeça grande, cor avermelhada, três pares de espinhos no dorso do messossoma. Somente as operárias possuem cabeça brilhante. Costumam cultivar fungos que é o principal alimento das crias e rainhas e uma parte das operárias. Fazem vôo nupcial. Seus ninhos costumam ser feitos em locais sombreado ou ensolarado e tem como destaque um monte de terra solta em volta.

FORMIGA QUENQUÉM CORTADEIRA RURAL ( Acromyrmex crassipinus ) – Esta espécie possui cabeça um pouco alongada, quatro ou cinco pares de espinhos no dorso do messossoma. As operárias apresentam tamanho variado. Cortam principalmente florestas cultivadas de pinus e de eucaliptos, além de citrus para produzirem fungos. Os ninhos são feitos na superfície do solo e cobertos por folhas e ás vezes são subterrâneos e menores que o das saúvas.

Traças

LEPISMA ( Lepismatidae ) – São designadas como lepismas, vivem de preferência na parte mais nobre do domicílio humano a biblioteca, onde causa sérios danos, roendo as folhas e capas de livros, para se alimentar. Mas não se alimenta só de papel e goma, aprecia igualmente as farinhas em geral ( de trigo, arroz, etc ) e também de ervas secas, panos em geral, cortinados, seda artificial, raion, seda linho e até de negativos fotográficos e objetos de couro. Parece incrível que o fragilíssimo lepisma seja dono de um aparelho bucal mastigador de tanta capacidade destruidora. Inimigos da luz, durante o dia ficam escondidos, para a noite executar seus passeios em busca de alimento e de local apropriado para suas posturas.

LEPISMA DO AÇUCAR ( Lepisma saccharina/Thermobia doméstica ) – Estas duas espécies possuem grande apreciação pelas substâncias adocicadas de preferência o próprio açúcar e são encontradas em todas as regiões do mundo.

Insetos Voadores

Consiste no extermínio de insetos voadores (moscas, pernilongos, etc.) A aplicação é feita através de inseticida líquido por meio de pulverizadores manuais, elétricos e/ou motorizados. Sua aplicação é dirigida a focos, paredes, tetos e pendentes e sua ação se faz sentir por contato direto do inseto com a superfície tratada.

Espécies

Moscas

Asilo – Mosca predadora, às vezes hematófaga, da família dos asilídéos.

Biru – Os caipiras paulistanos dão tal nome à mosca-vareja.

Biruanha – O mesmo que meruanha, berruanha, bironha, moscas dos estábulos.

Dermatóbia – Nome dado à mosca-berneira.

Drosófila – Mosca do vinagre.

Estros – São muscídeos ovíparos ou larvíparos, que passam o periodo larval, unicamente, como parasitos dos mamíferos, localizados, segundo a espécie, na pele (Dermatobia, berne), no estômago (Gastrophilus), ou no nariz dos hospedeiros (Oestrus). Ao atigirem o fim da fase larval, tais larvas abandonam o animal parasitado, atiram-se ao chão onde se transformam em pupa. Desta pupa, em tempo variável surge o inseto adulto, ou seja a mosca, o estro.

Gastrófilo – É um estro, cujas larvas se especializaram em parasitar equinos, localizando-se nos intestinos (Gastrophilus intestinalis) ou nas narinas (G.nasalis). Os animais parasitados sofrem mas só muito lentamente emagrecem.

Mosca- Este é o nome dado vulgarmente a várias espécies da família dos Muscídeos, insetos de tamanho pequeno ou médio, de corpo alongado e coberto de pilosidade.

Mosca-berneira – Esta mosca mede 17 mm. O tórax é castanho-escuro, azulado, com manchinas escuras, abdome azul-metálico. Asas de um castanho-escuro. O vôo da mosca-berneira afigura-se nos desorientado e desajeitado.

Mosca-cachorro – Mosca dos olhos.

Mosca-da-carne – Não só as varejeiras, propriamente ditas, como as sarcofagídeas em geral recebem este nome vulgar.

Mosca-da-madeira- O macho desta mosca mede de 26 a 30 mm de comprimento por 52 a 60 mm de envergadura, sendo a fêmea, um pouco maior medindo, respectivamente, 31 a 35 mm por 70 a 81 mm. A mosca tem coloração escura e olhos verde-escuro metálico. Como se vê trata-se de moscas muito grandes, verdadeiros gigantes do grupo, só lhe sendo superior em tamanho Mydas preaegrandis e Mydas heros.

Mosca-das-frutas – As moscas das frutas indígenas do Brasil são numerosas. Entretanto pelos prejuízos que nos causam só nos interessam, praticamente, as três espécies: Ceratitis capitata, Anastrepha fraterculus e Lonchaea pendula.

Mosca-bicheira – O mesmo que mosca-vareja.

Mosca-de-ura – É designação que tomamos dos indígenas, que chamava ura a larva da mosca que evoluía na carne dos animais: Ura-pongá era o berne.

Mosca-do-Amazonas – Parasito da broca da cana-de-açúcar.

Mosca-do-bagaço- Nome dado em Santa Catarina à mosca-dos-estálos.

Mosca-do-berne- O mesmo que mosca-berneira.

Mosca-do-cavalo- É sugadora de sangue daqueles animais, felizmente não lhe agrada o sangue do homem que ela não ataca. O mais curioso desta mosca é que pode ser considerada como a maior veiculadora de ovos do berne, embora o cavalo seja pouco afetado por eles.

Mosca-doméstica – Arista de antena plumosa, com cerdas longas. Probóscida, trompa ou tomba, robusta, mole, e não levantada-para frente. Olhos glabros e quase unidos no macho. Quarta nervura longitudinal fortemente recurvada para baixo. Corpo embaciado, de tonalidade escura com desenhos claros, sem colorido metálico.Larvas coprófagas, ocasionalmente carnívoras. Adultos ovíparos, acidentalmente vivíparos.
A mosca doméstica, ou mosca de casa, todo mundo conhece. Mede 6 mm de comprimento e possui coloração cinzenta clara. O tórax mostra quatro listras paralelas e longitudinais. Abdome amarelado quando muito cheio. Os três pares de patas são negros.
A mosca doméstica põe cerca de 600 ovos, em 4 posturas. Estes ovos que são brancos, alongados, ovóides, incubam-se no período de 8 horas, até 4 dias, de conformidade com a temperatura. A temperatura ótima é de 23 a 26 °C. As larvas recém-nascidas medem 2 mm de comprimento e são brancas, reluzentes e ativas.Depois de várias mudanças, que se realizam em tempo mais ou menos rápido, segundo a temperatura ambiente,eis formada a pupa ou ninfa. Entre uns cinco dias, em temperatura de verão sai o imago, ou sea o inseto perfeito, a mosca.
Imunda e grandemente importuna, a mosca-domestica constitui um perigo constante e real, que devemos evitar,combatendo-a de todas as formas.
Está hoje perfeitamente demonstrado que este inseto representa um papel importante na veiculação de muitas doenças, e entre elas a tuberculose, o tracoma e, sobretudo, a febre tifóide. Há, também, quem a acuse de veicular a lepra. Isso só para falar nos males mais pavorosos, porque a lista de doenças que ela pode veicular ao homem e aos animais domésticos é enorme, inclusive vermes.

Mosca-do-mediterrâneo- Mosca-das-frutas.

Mosca-do-pombo – Parasita comum dos pombos.

Mosca-do-vinagre- As Drosophilas tornaram-se célebres Como se multiplicam e crescem com rapidez, produzindo uma geração de 8 a 12 dias, elas foram criadas artificialmente para os estudos de genética, e permitiu a Thomas Hunt Morgan construir a conhecida Teoria da Hereditariedade.

Moscas-dos-estábulos – Duas são as espécies assim chamadas, uma hematófaga (Stomoxys calcitrans) vide Biruanha e outra não-hematófaga Muscina stabulans, acinzentada com duas listras no tórax.

Mosca-dos-olhos – Esta mosquinha, por vezes chamada mosquito-ramela, é veículo provado, da framboesia tropical, chamada vulgarmente piã, catita, bouba. Trata-se uma moléstia causada por treponemas semelhantes aos da sífilis. A bouba é grandemente contagiosa, sendo que considera-se também a mosca-doméstica grande agente propagador.

Moscas-predadoras – Há diversas famílias de dípteros, entre os quais os asilídeos, cujos representantes são predadores e zoófagos, vivendo à custa de outros insetos que eles capturam durante o vôo.

Mosca-vareja -Ver varejeira.

Moscardo- Qualquer mosca grande a Pantophthalmus pictus que mede 40 mm de envergadura.

Murinhanha- O mesmo que murianha e biruanha.

Mutuca- Recebem o nome de mutucas as espécies de moscas hematófagas da família dos tabanideos. Há talvez, duas centenas de espécies, de muito difícil distinção, sendo algumas de tamanho médio (15 cm) e outras até com mais de 2 cm. O que se deve saber é que as mutucas vivem do sangue que sugam dos animais domésticos e do próprio homem. Só as fêmeas são hematófagas, os machos se alimentam de sucos de plantas, etc. Onde há mutucas, os animais vivem inquietos, pois sua picada é dolorosas. Certas espécies mostram preferência por esta ou aquela espécie de animal, e o nosso homen do campo já deu conta disso, chamando “mutuca-de boi” ou mutucão,”mutuca-de-cavalo”, etc.

Pito-de-saci – Nome dado a certas moscas muito vulgar, naturalmente, para merecer tal nome popular. Talvez seja uma mosca verde, vulgaríssima, que costuma pairar a nossa frente sem propósito conhecido.

Varejeira- Mosca-varejeira ou mosca vareja, ou simplemente varejeira, são nomes dados as muito numerosas espécies de moscas cuja característica principal consiste em fazer suas posturas na carne, mesmo salgada, como temos encontrado no xarque e em “linguas do Rio Grande”.

Mosquitos

Anófele – Nome já vulgar dados aos gênero Anopheles, propagadores da malária.

Asa-de-palha – Mosquito-palha.

Bembé – O mesmo que maruim.

Berigui – Mosquito-palha (também se diz birigui).

Borrachudo – Díptero nematócero, parecendo pequena mosca. A picada dos borrachudos é dolorosa e pode transmitir certa verminose. No Norte é conhecido por pium.

Cabeça-de-prego – Nome vulgar dado às larvas de certos mosquitos.

Carapanã – Nome dado no Norte, especialmente na Amazônia, aos mosquitos da família dos culicídeos, corresponde ao que no sul se denomina simplesmente mosquito ou pernilongo. No Nordeste é chamado muriçoca. Convém lembrar que carapanã pinima, que quer dizer pintado, serve para indicar Aedes aegypti.

© Copyright 2011 | PestControl Desinsetização Técnica & Limpeza Pós-Obra | 41-3334-2555 | Todos os Direitos Reservados | Agência Inteline Mídia